Eu estava lá, tive que fechar os
olhos diante da minha incapacidade. Nunca senti medo de falar tudo o que
sinto, por mais que eu ignorado seja, sempre vou fundo mesmo sabendo o que acontece no
final. Os loucos também amam, eles precisam de carinho. Estou desapegando de
tudo o que me faz sofrer inclusive do amor.
As frases já não encontram mais
um sentido elas se contradizem com a realidade. Talvez esse texto esteja cheio
de lágrimas, se você não percebeu é porque eu sou um péssimo escritor. Estou
vivendo mais um ciclo que sempre se repete desde que eu escolhi olhar
profundamente para um alguém. Quero exclusividade, preciso ter os pés fixos no chão,
está difícil maquiar uma situação tão deprimente e sorrir dizendo que está tudo
bem. Eu fiz tudo, você não consegue enxergar nada.
Hoje eu parei e tentei procurar
uma solução, olhei pra dentro de mim e percebi que está tudo embaralhado,
magoado, escuro, frio. Não adianta relembrar o passado, a nossa ilusão foi até
legal, mas agora estou perdido a ponto de fugir de tudo e de todos para uma
sociedade esquecida pelos mortais. Me julguem pela minha posição. E tudo foi a
primeira e última noite da minha vida, eu feri os meus conceitos e presenciei
as sombras. Diversas vezes tentei usar a razão, mas a teoria não saia do papel.
Quanta ingenuidade para uma pessoa só. Prefiro encarar como uma página virada,
seguirei até que o meu fim, que já está próximo, chegue.
Palavras bonitas não me encantam
mais, eu estou crescendo para o formalismo frio do coração. Vomito as minhas
dores e te olho como a pessoa que causou a minha inspiração artística de
escrever, compor e depois morrer. Estou tranqüilo, eu fiz tudo o que pude, morrerei
tentando destruir esse sentimento que me destrói e me deixa sem rumo, sem vida, sem esperança.

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